segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
i am
eu sou uma pessoa desesperada pra se encontrar. ou melhor, pra te encontrar.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
j'adore
mas ter consciência de tudo isso é um pouco incômodo, e ter consciência de que isso não é imutável, e que você só precisa se esforçar um pouco (seria besteira eu dizer "se esforçar mais" já que eu não me esforço nada) incomoda ainda mais.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
funny.
antes de dormir, no entanto, aquela falsa sensação de proximidade que você tem ao falar com as pessoas que voce gosta salvam o dia, que pode até ter uma alegre surpresa no fim.
sei lá, não tô fazendo disso um diário (voluntariamente), só escrevo isso porque sei que muita gente se sente assim.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
maybe.
“prickly little brunette named after the season i hate the most”. realmente, parece que eu confundi tudo até agora.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
desespero.
eu quero tanto, tanto estar errado. muito mesmo.
domingo, 16 de agosto de 2009
âmago.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
storm.
eu preciso de equilíbrio, mas eu quero a bagunça.
volto atrás. sou incoerente. mas sou eu.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quiet.
silêncio é perigo que corre por todos os lados. chega sorrateiro, afaga e acalenta, mas envenena. envenena de tal maneira que ninguém consegue passar muito tempo em silêncio: ou chora alto, ou grita, ou ri, ou canta. a música. a música não é inimiga do silêncio, ela é próxima dele. suscita tantos sentimentos quanto o próprio silêncio seria capaz de gerar numa mente confusa, perdida. sabe quando aquela música acaba, e aqueles dois míseros segundos entre ela e a próxima se tornam uma eternidade? o silêncio inunda, afoga; ele é prudente, cauteloso e frio. cara, como ele é frio! se luta muito por companhia, por movimento, por vida, mas sempre se pede um pouco de paz no fim do dia, de silêncio. é algo como um mal necessário, como o cansaço ou o sono.
silêncio é tudo, compõe a vida, tá em todos os lugares. entre uma respiração e outra, tá entre dois corpos apertados um contra o outro, tá no céu nublado, na caneca de café, tá em mim. tá em mim e tá corroendo.quinta-feira, 16 de abril de 2009
plenitude.
segunda-feira, 2 de março de 2009
reveillon.
e foi assim que ele presidiu um funeral vestido de branco: funeral da parte ruim de seu passado, enterrando tudo que ameaçasse tirar seu sorriso de novo. para que tal evento acontecesse de novo, precisaria de... não, acho que nunca aconteceria de novo.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
efêmero.
uma vez me disseram que o tempo cura. só esqueceram de mencionar que ele só consegue quando existe uma cura.
é, o tema mudança tem me atormentado, digamos... muito.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
carvão.
one more time, just matter of choice.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
cadeira.
mesmo quando as palavras insistem em não mais fazer sentido, elas soam e ecoam nos cantos desse quarto. claro, cheio, triste. todos os lugares preenchidos, com exceção daquele: aquela trabalhada cadeira ainda ocupa o mesmo espaço, mas não está mais ocupada. a sensação das pessoas é que logo virá alguém para se sentar e começar um novo tempo, mas eu discordo. quadros na parede, por todo o quarto, ilustram a antiga ocupante na sua mais bela forma, fazendo com que todos se lembrem da época em que ela ocupava a tão essencial cadeira. mas, ainda assim, eles têm esperança numa nova era, numa nova moça para preencher aquele vazio tremendo que a antiga provocou. apresentam nomes, possibilidades, criam jeitos e maneiras de fazer as novas moças permanecerem sentadas, mas nada adianta: de alguma forma, nenhuma consegue ficar sentada por mais de duas semanas. isso não os abala, mas me abala tanto que, por muitas vezes, preferi deixar a cadeira vazia. e, mais uma vez, as pessoas do meu quarto não deixam que isso aconteça, e todo este ciclo se renova, por mais eras e eras, moças e moças. não sei por quanto tempo essa cadeira ficará vazia, mas sei que ela há de ser ocupada de novo. e, ainda que demore muito, eu tenho a companhia de todas essas pessoas, moradoras do meu quarto, que, de um jeito ou de outro, ficarão aqui ainda que se afastem, seja pra procurar a “nova ocupante”, seja pra ocupar a cadeira de alguém. a única coisa que nós adoraríamos, mas não podemos, é trazer de volta o que o tempo levou. e, por mais doído que isso seja, é belíssima essa impossibilidade.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
perfil.
acordou e notou que estava andando. era jovem de novo, vestia-se como antigamente: um all star e uma malha de losangos. ouvia suas músicas favoritas e o dia estava nublado. para ele, nada poderia estar melhor. então, finalmente, percebeu que tudo aquilo tinha que ir embora da sua vida. teria que livrar-se de todos aqueles fantasmas pra ontem, teria que viver uma nova vida e se permitir amar de novo. o ar frio encheu seus pulmões e um sorriso, pela primeira vez em muito tempo, sincero iluminou seu rosto. estava jovem demais pra se entregar, era um garoto cheio de possibilidades. entre músicas, cigarros, goles e sorrisos, ele decidiu que aproveitaria as oportunidades, se apoiaria em seus amigos e se valorizaria mais dali em diante. e foi assim que ele foi o principal responsãvel pela sua própria felicidade.
não podia começar com outro.