há de se entender que as coisas, às vezes, simplesmente fogem do nosso controle. o tempo passa e muda tudo; muda as coisas, muda as pessoas, muda você. até você, que achou que ia ter sempre a mesma opinião pra tudo. até você que, hoje, pára e olha tudo que você já fez e pensa “como será que eu fui tão idiota?”. por causa dessa passagem do tempo, vem a pior sensação que existe no mundo: a sensação de não conseguir impedir algumas coisas. natural seria que não houvesse essa sensação, já que não existe quem seja onipotente frente a tudo, mas essa sensação vem e destrói tudo. estar sem chão parece tentador perto do que é isso tudo. a grande sorte (ou justiça, dependendo do seu conceito) é que essa sensação dura pouco. sempre se descobre algo que se possa fazer, mesmo se não for ajudar em nada, e normalmente não ajuda. aquela vontade de abraçar o mundo, resolver todos os problemas, manter quem a gente gosta perto e protegido... é frustrante. as mudanças que ocorrem nas opiniões podem afastar os amigos da gente, mas na verdade, é a gente que se afasta, porque a gente mudou também. não é uma coisa unilateral, por mais que todo mundo insista nisso pra se livrar da culpa. a verdade é que o tempo passa e a gente não fica estagnado, e essa é a melhor coisa que existe! todas essas mudanças geram conflitos, crises, dúvidas e dor, mas são essas mesmas mudanças que fazem da gente o que a gente é. o que nos resta (ou nos falta) é a paciência e uma visão mais otimista e menos imediatista. enfim, perceber que essas mudanças sempre trazem coisas boas, que trarão mudanças, que trarão sofrimento, que trarão coisas boas, que...
uma vez me disseram que o tempo cura. só esqueceram de mencionar que ele só consegue quando existe uma cura.
é, o tema mudança tem me atormentado, digamos... muito.
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