segunda-feira, 27 de abril de 2009

storm.

quero que minha vida vire de ponta-cabeça de novo. não, não sou louco e nem incoerente. eu quero uma bagunça, eu quero desorganização, eu quero pés fora do chão, mas eu quero sorriso. eu quero gargalhada, eu quero abraço, eu quero a mais pura zona. eu não posso reclamar de nada, e nem quero. eu só tô dizendo que eu não nasci pra monotonia. eu nasci pra telefonemas de madrugada, pra fotos noturnas que arrancam suspiros. eu nasci pra correria, pra surpresas em dias aleatórios, nasci pra cartinhas idiotas de pessoas apaixonadas. mas eu não nasci pra dormir abraçado: eu preciso do meu espaço. eu preciso dele pra devorar uns livros, encher meu corpo de cafeína e falar da vida com o meu melhor amigo. eu preciso de tempo pra compor com a minha banda, pra beber num bar e não ter hora pra chegar em casa.
eu preciso de equilíbrio, mas eu quero a bagunça.
volto atrás. sou incoerente. mas sou eu.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

quiet.

silêncio é perigo que corre por todos os lados. chega sorrateiro, afaga e acalenta, mas envenena. envenena de tal maneira que ninguém consegue passar muito tempo em silêncio: ou chora alto, ou grita, ou ri, ou canta. a música. a música não é inimiga do silêncio, ela é próxima dele. suscita tantos sentimentos quanto o próprio silêncio seria capaz de gerar numa mente confusa, perdida. sabe quando aquela música acaba, e aqueles dois míseros segundos entre ela e a próxima se tornam uma eternidade? o silêncio inunda, afoga; ele é prudente, cauteloso e frio. cara, como ele é frio! se luta muito por companhia, por movimento, por vida, mas sempre se pede um pouco de paz no fim do dia, de silêncio. é algo como um mal necessário, como o cansaço ou o sono.

silêncio é tudo, compõe a vida, tá em todos os lugares. entre uma respiração e outra, tá entre dois corpos apertados um contra o outro, tá no céu nublado, na caneca de café, tá em mim. tá em mim e tá corroendo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

plenitude.

por que será que é tão difícil aceitar que o outro está pleno? ou melhor, será que alguém realmente entendo o que é essa tal plenitude? eu definiria, talvez, como "estar aberto a todas as coisas, sem necessitar desesperadamente nenhuma em especial", mas consigo encontrar diversas incoerências na minha descrição. não estou aberto a tudo, ainda preciso desesperadamente de algumas coisas (ou pessoas). mas me sinto pleno, de um jeito meio impossível de explicar. será que tudo isso se deve ao crescimento ou ao passado? ou isso não se deve a nada? por que será que é tão difícil (pra mim) não indagar sobre as coisas, sendo elas boas ou ruins?